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Álbum ‘Mulheres de Abril’ de Cristina Branco vence Prémio José Afonso 2026

 
O álbum ‘Mulheres de Abril’, editado em novembro de 2025, de Cristina Branco, é o grande vencedor da 38ª edição do Prémio José Afonso (PJA), atribuído pela Câmara Municipal da Amadora.
 
O júri do Prémio José Afonso 2026, constituído por Sérgio Azevedo (Presidente do Júri, em representação da Câmara Municipal da Amadora), Pedro Teixeira da Silva (em representação do Teatro Nacional de São Carlos), e emmy Curl (vencedora do PJA 2025), após elaborar várias “short-list” que se reduziram, na votação final, a apenas dois álbuns, Cristina Branco: “Mulheres de Abril” e Rodrigo Leão: “O Rapaz da Montanha”, decidiu atribuir, por unanimidade, o Prémio José Afonso 2026 ao álbum “Mulheres de Abril”, de Cristina Branco.
 
O júri considerou que «a recriação da artista dos temas de José Afonso resultou numa homenagem ímpar, que não só não desvirtua os originais como lhes imprime uma camada de originalidade e de frescura que transporta José Afonso para os dias de hoje de forma exemplar. Quase 40 anos após a morte de José Afonso, esta é uma das provas mais evidentes de como a sua música e exemplo continuam a inspirar as novas gerações de artistas, artistas vindos das mais variadas áreas musicais e adeptos das mais variadas correntes estéticas».
 
A data da entrega do galardão será conhecida brevemente.
 
 
Sobre o Prémio José Afonso (PJA)
O PJA é promovido pela Câmara Municipal da Amadora desde 1988 e tem como objetivo homenagear o cantor e compositor português José Afonso e incentivar a criação musical de raiz portuguesa, ao premiar um álbum inédito, editado no ano anterior ao da edição do Prémio, cujo tema tenha como referência a Cultura e a História portuguesas. O álbum vencedor recebe da autarquia o prémio de cinco mil euros.
 
 
Lista de Álbuns Premiados | Prémio José Afonso
 
1988 – “Para além das Cordilheiras” - Fausto
1989 – “Negro Fado” - Vitorino
1990 – “Aos Amores” - Sérgio Godinho
1991 – “Janelas Verdes” - Júlio Pereira
1992 – “Correspondências” - José Mário Branco
1993 – “Eu Que Me Comovo Por Tudo E Por Nada” – Vitorino e António Lobo Antunes
1994 – “Tinta Permanente” - Sérgio Godinho
1995 – “Traz Os Montes” - Né Ladeiras
1996 – “Maio Maduro Maio” - José Mário Branco, Amélia Muge E João Afonso
1997 – “Polas Ondas” - Vai de Roda
1998 – “Bocas do Inferno” - Gaiteiros de Lisboa
1999 – “Taco A Taco” - Amélia Muge
2000 – “O Primeiro Canto” - Dulce Pontes
2001 – “Vozes do Sul” – Janita Salomé
2002 – “Jorge Palma” - Jorge Palma
2003 – “Nove Fados e Uma Canção de Amor” - Carlos do Carmo
2004 – “À Porta do Mundo” - Filipa Pais
2005 – “Torna Viagem” - José Medeiros
2006 - não foi atribuído
2007 – “Ceia Louca” - Brigada Victor Jara
2008 – “Senhor Poeta” - Frei Fado d'El Rei
2009 – “Chão” - Mafalda Veiga
2010 – “Solo II” - António Pinho Vargas
2011 – “Dois selos e um carimbo” – Deolinda
2012 - não foi atribuído
2013 – “Demudado em tudo” - 4uatro Ao Sul
2014 – “Gisela João” - Gisela João
2015 – “Atlantic Beat / Mad"in Portugal” - O'queStrada
2016 – “Mundo” - Mariza
2017 – “O Horizonte” - Teresa Salgueiro
2018 – “Praça do Comércio” - Júlio Pereira
2019 – “Do Avesso” - António Zambujo
2020 – “Desalmadamente” – de Lena d’Água
2021 – “Madrepérola” - de Capicua
2022 - "Reservado" - Eu.Clides
2023 - "22 de Abril” - A garota não
2024 - "Hortelã" - Maro
2025 – “Pastoral” – emmy Curl
2026 – “Mulheres de Abril” – Cristina Branco
 
 
Sobre a artista | Cristina Branco
 Com quase 30 anos de carreira, 19 álbuns editados e inúmeros concertos por todo o mundo, Cristina Branco é uma incansável embaixadora da cultura e da língua portuguesas. A música tradicional é a sua principal raiz estética, mas a influência do jazz, da literatura e dos músicos com quem partilha o palco confere à sua obra um carácter universal e um charme sublime.
Iniciou o seu percurso artístico nos Países Baixos com Cristina Branco in Holland (1997), um álbum que se tornou um verdadeiro sucesso naquele país. Nos anos seguintes, o seu nome ecoou por toda a Europa, com concertos esgotados em inúmeras cidades. Murmúrios (1998) e Post-Scriptum (2000) vieram reforçar este momento de afirmação internacional, tendo Cristina sido distinguida com dois Prix Choc pela revista Le Monde de la Musique.
Seguiram-se Abril (2007), um álbum de versões de canções do cantor e compositor da Revolução, José Afonso; Kronos (2009); e Fado Tango (2011), o seu icónico décimo álbum de estúdio, que incluiu colaborações com vários autores portugueses de referência e antecipou o renascimento artístico que viria alguns anos mais tarde com Menina (2016). Considerado o Melhor Álbum do Ano pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), Menina tornou-se o primeiro capítulo de uma trilogia que inclui Branco (2018) e Eva (2020). Ao longo destes trabalhos, Cristina Branco reuniu colaborações invulgares que cruzam estilos e géneros, dando origem a interpretações únicas e inovadoras do fado.
Em 2022, assinalando 25 anos de carreira, realizou mais de 40 concertos pela Europa e lançou Amoras numa Tarde de Outono, um álbum em colaboração com o pianista João Paulo Esteves da Silva. Nesse mesmo ano, Cristina Branco une talentos com o guitarrista Bernardo Couto e o ensemble francês Des Équilibres no projeto "Fado em Movimento". A sua premissa assenta na exploração do universo do fado em diálogo com outros géneros musicais, a partir de composições inéditas de Florentine Mulsant, Anne Victorino d'Almeida e Fátima Fonte, e textos de Gonçalo M. Tavares. O projeto — resultante de residências artísticas na Casa da Música, na ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto) e no Centro Cultural La Ferme du Buisson (França) — já atuou em várias salas e festivais de renome em França.
Na sua discografia segue-se Mãe (2023), uma criação musical singular na qual Cristina Branco empresta a sua voz expressiva a um conjunto de autores, dando continuidade ao seu percurso artístico. Tanto em disco como em palco, Mãe propõe um repertório original que convida o público a uma viagem imersiva de redescoberta do fado tradicional, explorando as suas profundezas e nuances emocionais. A digressão ainda em curso três anos volvidos esgotou salas em paragens tão distantes como Europa, Médio Oriente e América Latina.
Em 2024, Abril – Cristina Branco canta José Afonso regressou aos palcos no âmbito das celebrações dos 50 anos da Revolução dos Cravos. Essa experiência inspirou a conceção de um novo álbum, Mulheres de Abril (2025), uma nova leitura do repertório do cantautor, desta vez sob uma perspetiva feminina.
Em 2027, Cristina Branco celebra 30 anos de vida artística; uma trajetória marcada pela colaboração com prestigiados músicos e compositores nacionais e internacionais, expandindo constantemente as fronteiras do fado e renovando a tradição com frescura e modernidade. A sua capacidade de unir o respeito pela herança cultural a uma abordagem inovadora valeu-lhe prémios, nomeações e uma presença assídua nos mais conceituados palcos e festivais de música do mundo. O seu trabalho reflete uma busca contínua por autenticidade e pela partilha de emoções universais através da música, consolidando o seu lugar como embaixadora da cultura portuguesa no panorama global.
 
 
DISCOGRAFIA
 
  • 2025 - Mulheres de Abril
  • 2025 - Fado em Movimento (c/Ensemble Des Équilibres + Bernardo Couto)
  • 2023 - Mãe
  • 2022 - Amoras numa Tarde de Outono (c/ João Paulo Esteves da Silva)
  • 2020 - Eva
  • 2018 - Branco
  • 2016 - Menina
  • 2014 - Idealist
  • 2013 - Alegria
  • 2011 - Fado/Tango
  • 2009 - Kronos
  • 2007 - Abril
  • 2005 - Ulisses
  • 2003 - Sensus
  • 2002 - O Descobridor
  • 2001 - Corpo Iluminado
  • 2000 - Post-Scriptum
  • 1998 - Murmúrios
  • 1997 - Cristina Branco In Holland

 

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