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Dizer não! à Violência no Namoro

a violência NUNCA é aceitável. NUNCA, sob qualquer motivo, alguém tem o direito de ser violento/a connosco! A violência é uma forma errada de resolver os problemas e as dificuldades de um namoro.
Dizer não! à Violência no Namoro
No âmbito do protoloco estabelecido no dia 19 de maio de 2021, entre a Câmara Municipal da Amadora e a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), com o objetivo de promover a literacia em saúde psicológica e o bem-estar da população, abordaremos algumas temáticas relacionadas com a saúde mental, recorrendo ao portal da OPP, eu sinto.me, que reúne informação e recursos sobre Saúde Psicológica e Bem-estar, baseados em evidências científicas da Psicologia, atualizados, fidedignos, gratuitos e acessíveis a todos (crianças, jovens, adultos e cidadãos seniores).
 
No mês em que se assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres (25 novembro), falamos de Violência no Namoro.
 
As próximas linhas são dirigidas especialmente a adolescentes e jovens, mas também à comunidade em geral, e têm como objetivo abordar um tema que infelizmente é, nos dias de hoje, ainda bastante frequente e que deve ser desmistificado e combatido em todas as frentes.
 
Violência no Namoro

A violência no namoro acontece quando o/a nosso/a parceiro nos magoa (física, emocional ou sexualmente) e nos controla a nós e à nossa relação.

É um ato de violência, pontual ou contínuo, que tem como objetivo ter mais poder e controlo do que a outra pessoa envolvida na relação.

A violência no namoro pode acontecer quer as relações sejam “sérias” ou não, menos ou mais longas. Quer as raparigas quer os rapazes podem ser violentos para os seus parceiros. As relações em que existe violência não são todas iguais e não é obrigatório que incluam violência física. Na mesma relação podem ocorrer várias formas de violência.
 
Existem várias formas de violência no namoro:
 
Violência Física
Quando somos empurrados, agarrados ou presos, nos atiram objetos, nos dão bofetadas/pontapés/murros, ameaçam que nos vão bater, nos bloqueiam a porta ou a saída, não nos deixam sair de determinado sítio.

Violência Sexual
Quando somos obrigados a praticar atos sexuais contra a nossa vontade ou quando somos acariciados/tocados sem que queiramos.

Violência Verbal
Quando nos chamam nomes ou gritam, nos humilham ou fazem comentários negativos sobre nós, nos intimidam e ameaçam.

Violência Social
Quando nos envergonham ou humilham em público, sobretudo junto de amigos; quando mexem no nosso telemóvel ou vigiam o que fazemos nas redes sociais sem permissão; quando somos proibidos de conviver com os nossos amigos e família.

Violência Digital
Quando entram nas nossas contas de email, Facebook, etc., quando controlam o que fazemos nas redes sociais, quando perseguem os nossos perfis.

Violência Psicológica
Quando nos partem ou estragam objetos, controlam a nossa forma de vestir, controlam os nossos tempos livres e o que fazemos durante o dia, nos ligam constantemente ou enviam mensagens, ameaçam terminar a relação como estratégia de manipulação, nos dizem que mais ninguém ficaria connosco, nos fazem sentir culpados/as por alguma coisa que fizemos que não foi errada, nos fazem sentir que não merecemos ser amados/as, nos dizem que somos nós que provocamos a violência.
 
Todas as formas de violência no namoro têm como objetivo magoar, humilhar, controlar e assustar.

A violência nunca é uma forma de expressar amor por outra pessoa.
 
Ser vítima de violência por parte de alguém com quem escolhemos namorar é uma experiência dolorosa e complicada de resolver.

É preciso primeiro perceber que o que nos está a acontecer é violência e para nós é difícil acreditar e compreender que alguém que gosta de nós também é capaz de nos fazer mal.

Muitas vezes, apesar dos maus-tratos, continuamos a gostar do nosso namorado/a. Podemos ter medo de não conseguirmos namorar outra pessoa ou temos vergonha de contar a alguém e pedir ajuda. Também podemos ter medo que ninguém acredite em nós, que nos façam ainda mais mal se contarmos ou que ninguém nos possa ajudar.
 
A violência no namoro pode fazer-nos sentir muito sozinhos, assustados, envergonhados, culpados, inseguros, confusos, tristes e ansiosos. Mas é importante lembrarmo-nos que a violência NUNCA é aceitável. NUNCA, sob qualquer motivo, alguém tem o direito de ser violento/a connosco! A violência é uma forma errada de resolver os problemas e as dificuldades de um namoro.
 
É fundamental procurar ajuda. Contar a um adulto em quem confiemos o que se está a passar é a única forma de outra pessoa saber o que se passa connosco e poder apoiar-nos e proteger-nos.

O Psicólogo da escola pode ajudar. Assim como ligar para a APAV – o atendimento é gratuito e não é preciso dizermos o nosso nome, é confidencial.
 
Podes recorrer a alguns números e serviços disponíveis:

APAV | Associação Portuguesa de Apoio à Vítima – 21 358 7900 / 116 006
UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta – 218 873 005
144 linha de emergência social
112 se sentires que a tua vida está em risco