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100 anos do nascimento de Orlando Gonçalves (1921-2021)

A Câmara Municipal da Amadora assinala os 100 anos sobre o nascimento de Orlando Gonçalves (1921-2021), ilustre homem da história da Amadora
100 anos do nascimento de Orlando Gonçalves (1921-2021)
Orlando Bernardino Gonçalves, nasceu em Lisboa a 15 de agosto de 1921 e faleceu, na mesma cidade, a 8 de novembro de 1994.

Ilustre homem da história da Amadora, a sua ligação à cidade começou, em 1963, quando assumiu funções no "Notícias da Amadora”. Aí foi jornalista, administrador, editor e diretor até 1994.

A sua experiência, empenho e intervenção política conduziram o jornal à sua expansão e distribuição nacional, valorizando, cada vez mais, a Amadora, freguesia do município de Oeiras até 1979.

Após o 25 de Abril, Orlando Gonçalves tornou-se presidente da Comissão Administrativa da Câmara de Oeiras (jun.1974 - jan.1977) e membro desta Assembleia Municipal (jan.1977- dez. 1979).

A sua ação autárquica, bem como o seu contributo através das páginas do "Notícias da Amadora, orientaram a separação administrativa do município de Oeiras e a criação do município da Amadora, a 11 de setembro de 1979.

Orlando Gonçalves recebeu várias distinções pelo seu contributo e obra. Em 1989, foi agraciado com a Medalha de Ouro da Cidade da Amadora.

Quatro anos depois, a sua obra “Enredos da Memória" foi galardoada com o Prémio Literário Cidade da Amadora e nesse ano, tornou-se membro da Assembleia Municipal da Amadora, cargo que ocupou até 1994.

A autarquia prestou-lhe homenagem póstuma em 1997, através da exposição - “Notícias de Orlando Gonçalves”, realizada no Cineteatro D. João V.

Um ano mais tarde (1998), a Câmara Municipal da Amadora, instituiu o Prémio Literário Orlando Gonçalves com o intuito de "homenagear a vida e a obra" de Orlando Gonçalves, bem como "incentivar a produção literária, contribuindo para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa". O Prémio Literário Orlando Gonçalves cumpre, este ano, a sua 24.ª edição, na modalidade "ficção narrativa".

Apesar de ter dedicado mais tempo ao jornalismo, começou a sua carreira como escritor e em 1948, lançou o romance “A Tormenta”, apreendido pela PIDE e publicou a novela "Aleluia".

Colaborou em vários jornais, como “Planície”, de Moura, “Primeiro de Janeiro”, do Porto e na revista “Modas e Bordados”, de Lisboa. Foi responsável pelo programa “literatura e artes”, da Rádio Peninsular.

Foi preso pela PIDE em 1943, acusado de pertencer ao Socorro Vermelho Internacional e mais tarde, a 18 de abril de 1974, nas oficinas gráficas do “Notícias da Amadora".

Em 1954, Orlando Gonçalves fundou a editora “Orion” e publicou o conto, "Este Mundo dos Homens".

Em sua homenagem foi atribuído o seu nome a uma escola do ensino básico da freguesia da Encosta do Sol, a escola EB1 Orlando Gonçalves, e a uma rua na freguesia de Águas Livres.