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Auditório da biblioteca municipal passou a designar-se Auditório Rogério Rodrigues

O auditório da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos passou a designar-se Auditório Rogério Rodrigues, em homenagem ao escritor, jornalista e professor Rogério Augusto Rodrigues.
Auditório da biblioteca municipal passou a designar-se Auditório Rogério Rodrigues
O auditório da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos passou a designar-se Auditório Rogério Rodrigues, em homenagem ao escritor, jornalista e professor Rogério Augusto Rodrigues. O momento foi assinalado através de uma cerimónia que teve lugar no passado dia 17 de fevereiro, neste equipamento municipal.
 
A cerimónia de descerramento da placa com o nome do jornalista realizou-se no dia do seu nascimento – neste dia faria 73 anos - e contou com a presença dos eleitos da Câmara Municipal da Amadora, bem como familiares e amigos de Rogério Rodrigues, falecido a 8 de outubro de 2019.
 
A autarquia pretende desta forma perpetuar o nome de um dos maiores vultos da literatura e cultura portuguesas, que escolheu a Amadora para viver, atribuindo o seu nome a um dos espaços culturais da cidade.

 

 

Sobre Rogério Rodrigues

O escritor, jornalista e professor Rogério Augusto Rodrigues nasceu a 17 de fevereiro de 1947, em Peredo dos Castelhanos, concelho de Torre de Moncorvo, Bragança, vindo a falecer na cidade onde residia, na Amadora, no dia 8 de outubro de 2019, aos 72 anos de idade.

Frequentou o curso de Filologia Românica da Universidade de Lisboa, foi professor do ensino secundário e, na década de setenta, inicia a sua carreira de jornalista no Diário de Lisboa. Redator n’ O Jornal, n’O Público, na Sábado, na Lusa, na Visão, foi ainda, Diretor e Fundador do semanário Grand’Amadora e Diretor-adjunto de A Capital.

Autor de poesia, com o pseudónimo Pedro Castelhano, em homenagem à sua terra natal, foi autor de ficção e reportagem, tendo colaborações dispersas em jornais e revistas, das quais destacamos o Jornal de Educação, o Jornal de Letras e Artes, o Jornal do Fundão, O Ribatejo, O Jogo, O Expresso, o Jornal de Notícias e a revista Península, de Barcelona.

Rogério Rodrigues foi coautor das séries televisivas “Portugal de faca e garfo”, “Escritores na província”, “Artes e ofícios” e “O Homem e a Cidade”, bem como consultor do programa diário da RTP2, “Portugalmente”, e do programa semanal, “Loja do Cidadão”. Foi, igualmente, o realizador e autor do documentário “Macau, 40 anos depois: as ruínas das memórias”, transmitido na rubrica “Enviado Especial” da RTP, em outubro de1998.

Responsável pelo texto e pela investigação das biografias de Salazar e Marcelo, transmitidas na RTP2, em setembro de 1998, bem como das biografias de Álvaro Cunhal, Mário Soares, Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Cavaco Silva.

Nos finais de 70, escreveu para a Editorial Veja, a “História do Ensino em Portugal” e, na década de 80, fundou, com Fernando Dacosta e Francisco Vale, a Editora Relógio de Água.

Em 1972, publicou O Livro de Visitas (poesia), em 1981, a novela, A outra face da Morte e, em 2011, o livro “R”ecantos d’ Amar Morto (poemas), apresentado na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, na Amadora.

Dos inúmeros trabalhos realizados durante a sua vida jornalística, destacaram-se as reportagens sobre o Partido Comunista Português e a criação da revista Estudos sobre o Comunismo, com José Pacheco Pereira.

Enquanto redator do extinto Diário de Lisboa publicou, em maio de 75, uma crónica sobre uma mulher – Teresa Torga – texto que viria a dar origem à canção “Teresa Torga”, incluída no disco Com as minhas Tamanquinhas, de Zeca Afonso.

Foi o responsável por colocar, em livro, os crimes de Faustino Cavaco.

Em 1970, ganhou o prémio de Poesia António Boto, com o original Nome Nomeio, em 1977, recebe o Prémio dos Críticos Internacionais de Cinema do Festival da Figueira da Foz, com o argumento do filme “Gente do Norte” e, em 1984, foi premiado pela Associação 25 de Abril, com o trabalho intitulado “O Poder Local, 10 anos depois”, entregue pelo Presidente da República.

Nos primeiros anos do milénio, foi o primeiro Diretor Executivo do Centro de Ciência Viva da Amadora, função que desempenhou com enorme dedicação e rigor.

Homem de cultura e jornalista exemplar integrou o júri de sete edições do Prémio Literário Orlando Gonçalves, Cidade da Amadora, Modalidade Ficção Narrativa e Jornalismo, nos anos 2003, 2007, 2009, 2010, 2013, 2015 e 2016.

Militante do Partido Socialista desde 2003.

Um homem que se comovia com a família, com os amigos e com os companheiros de tertúlia – aqueles que irão guardar para sempre a sua “poesia de pedra”.

Homem culto, íntegro, que detinha “a ética e a discrição que caracterizam os mestres”.

A Câmara Municipal da Amadora aprovou, na Reunião Ordinária de 16 de outubro de 2019, um Voto de Pesar pela sua morte.

 

Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos
Av. Conde Castro Guimarães, Nº 6 – Venteira
Telefone: 214 369 054
E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
GPS: 38.752483, -9.2337572

Horário da Biblioteca:
Segunda-feira e sábado: 10h00 – 18h00 | terça a sexta-feira: 10h00 – 19h00
Fora d’Hor@s - segunda-feira e sábado: 18h00/24h00 | terça a sexta-feira: 19h00/24h00).
Encerramento: domingos, feriados, e 24 dezembro.

Horário da Bedeteca e Fanzineteca:
Piso 2 da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, de terça a sexta-feira, das 10h00 às 18h00 e sábado das 10h00 às 12h30 e das 13h30 às 18h00.
Encerramento: domingos, feriados, e 24 dezembro.