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Século XX – 1.ª Metade

Século XX – 1.ª Metade

Na primeira década do Século XX, um grupo de personalidades, composto por industriais, comerciantes e artistas, guiados por um conceito de progresso aliado ao modernismo, pretendem construir uma “Cidade-Jardim”, com um evidente propósito de interligação da natureza com o núcleo urbano.

Em 1907, a requerimento da população, um Decreto do Rei D. Carlos determina que os lugares da Porcalhota, Amadora e Venteira passem a ter a denominação comum de Amadora.

A agitação da vida social local e o despoletar do ambiente de euforia e de progresso eram protagonizados por nomes influentes na vida da terra, como o Mestre Roque Gameiro, José dos Santos Mattos, Aprígio Gomes, Delfim Guimarães, Dr. João de Azevedo Neves e António Cardoso Lopes.
Festa da Árvore - 1913A vontade de desenvolver a Amadora concretizou-se na Liga dos Melhoramentos da Amadora, que entre 1909 e 1916 (ano em que foi criada a Junta de Freguesia da Amadora), impulsionou e tinha como objetivos o bem-estar e o desenvolvimento harmonioso da Amadora.

Em 1914, foi inaugurado o edifício principal dos Recreios da Amadora, equipamento cultural e desportivo, concebido e organizado por uma classe burguesa florescente, dinamizadora da vida social local.

Com uma crescente importância e desenvolvimento industrial, a Amadora tornou-se Freguesia em 1916, assistindo-se a uma alteração da composição sócio-económica da população local, onde além de agricultores, pequenos comerciantes, industriais, empregados públicos e comerciais, surge uma nova classe, o operariado.

Em 1937, a elevação a vila constituiu uma vitória para todos os que se empenharam no desenvolvimento e reconhecimento da Amadora.

Parque Delfim GuimarãesEm junho desse ano, o Chefe de Estado Marechal Carmona visitou a Amadora para presidir à inauguração do Parque Delfim Guimarães.

Na década de 30, assistiu-se à primeira fase de crescimento demográfico da Amadora, que se manteve até aos anos 50. Surgem novos loteamentos, mais casas e edifícios. Verifica-se um desenvolvimento ao nível industrial, fundamentalmente da indústria metalomecânica, com o consequente desenvolvimento das infraestruturas de transporte da região.