Projeto na Amadora

Caracterização
do Municipio

O atual território da Amadora nasceu da cisão da antiga freguesia de Benfica, em 1885-1886, tornando-se freguesia do Concelho de Oeiras a 17 de abril de 1916, e vila a 24 de Junho de 1937.

Criado a 11 de setembro de 1979, o Município da Amadora estende-se por uma área de 23,79 km2, estando integrado na Área Metropolitana de Lisboa (AML), e fazendo fronteiras terrestres com os Municípios de Lisboa, Odivelas, Oeiras e Sintra.

Foi a primeira cidade a ser criada após o 25 de abril de 1974 e, atualmente é composta por 6 freguesias: Águas Livres, Alfragide, Encosta do Sol, Falagueira-Venda Nova, Mina de Água e Venteira.

As principais atividades económicas da região são as indústrias de manufatura, as atividades do setor terciário e a indústria da construção.

A economia do Concelho é caracterizada pela prevalência de microempresas, que representam 97% do tecido empresarial da Amadora. A população ativa da cidade é composta, principalmente, por empregados do setor terciário, que têm um grande impacto sobre a estrutura económica da região.

A Amadora tem 175.136 habitantes, tornando-se a quarta cidade mais populosa do pais e o Município com a maior densidade populacional.

A população com nacionalidade estrangeira na cidade da Amadora aumentou 33% numa década, representando cerca de 10% da população Amadorense em 2011. 

A Amadora é uma cidade multicultural onde convivem mais de 41 nacionalidades estrangeiras distintas. As 10 nacionalidades estrangeiras que se destacam com maior número de habitantes são Cabo Verde (6.174 habitantes), Brasil (4.005 habitantes), Guiné Bissau (1.765 habitantes), Angola (1.581 habitantes), São Tomé e Príncipe (1.088 habitantes), Roménia (839 habitantes), China (266 habitantes), India (156 habitantes), Paquistão (145 habitantes) e Espanha (124 habitantes). 

A comunidade brasileira teve o maior aumento populacional desde 2001 até à data (de 7% para 22%). 60% da população estrangeira que vive na Amadora é dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), 7% é de outros países da União Europeia, 5% de outros países da Europa, 4% de outros países fora da Europa e 4% de países africanos não integrados nos PALOP.

Objetivo do Projeto na Amadora

O principal objetivo do Projeto Comunicação para a Integração centra-se na luta contra estereótipos, preconceitos, atitudes discriminatórias e rumores sobre imigração fornecendo, para tal, respostas corretas sobre imigração e diversidade cultural.
O Projeto constitui uma oportunidade para, através da mobilização de organizações locais e do envolvimento da população, contrariar a estigmatização de imigrantes, contribuindo para uma imagem positiva da multiculturalidade existente no Município.
Procura-se pois promover a:

  • Valorização da diversidade cultural e da coesão social através da desconstrução de estereótipos, preconceitos e rumores sobre a população imigrante e sobre a cidade da Amadora;
  • Alteração da perceção, pensamentos, comportamentos e atitudes negativas face aos imigrantes e à cidade da Amadora.

População alvo do Projeto na Amadora

O sucesso do Projeto Comunicação para a Integração reside na diversidade do seu público-alvo.
Assim, a população alvo do Projeto na Amadora assenta em:

  • Colaboradores da autarquia;
  • Organizações locais;
  • Parceiros sociais;
  • Professores;
  • Estudantes;
  • Associações de pais;
  • Serviços públicos;
  • Media local;
  • Residentes na Amadora;
  • Trabalhadores na Amadora;
  • Outras entidades, atendendo à natureza das ações a desenvolver.

Campanha Não alimente o Rumor!

A Interculturalidade é um conceito que promove políticas e práticas que estimulam a interação, compreensão e o respeito entre as diferentes culturas e grupos étnicos.
Um estudo recente indica que a população amadorense apresenta como forças da sua cidade a acessibilidade, a reabilitação urbana, a requalificação urbana, os eventos culturais e a diversidade.
No sentido de contribuir para a imagem positiva do Município, o Projeto Comunicação para a Integração procura desenvolver na cidade a Campanha Não alimente o Rumor! No sentido de combater os equívocos, preconceitos, estereótipos e rumores, usando técnicas de informação virais para fornecer respostas corretas, baseadas em evidências, para erros comuns.
Como?
A Campanha Não alimente o Rumor! procura chegar ao público-alvo através de:

  • Iniciativas de sensibilização;
  • Formação de “agentes anti rumores”;
  • Criação de uma rede anti rumores, capaz de envolver a administração pública, as organizações sociais e os cidadãos da Amadora;
  • Produção de materiais informativos;
  • Criação de site e utilização das redes sociais para divulgação do Projeto;
  • Envolvimento de parceiros.

A Estratégia global da Campanha Não alimente o Rumor! envolve medidas direcionadas para a população que reside e/ou trabalha no Município da Amadora.
A Campanha tem como principais estratégias de intervenção o mapeamento local, a formação de “agentes anti rumores” e a realização de um concurso municipal de banda desenhada.
As estratégias de intervenção da Campanha recaem também sobre o desenvolvimento de ferramentas de comunicação capazes de promover a disseminação do Projeto e a transmissão de boas práticas, de forma viral e massiva.
Destacam-se a criação da imagem do Projeto, a produção e distribuição de materiais gráficos (folhetos, t-shirts, crachás, entre outros), a criação de um website e de uma página de Facebook, a conceção de um filme publicitário, a realização de Oficinas pela Diversidade, integradas no Festival Internacional de Banda Desenhada, a realização da Exposição Amadora Somos Nós e do Fórum Caminhos para a Diversidade.

Agentes Anti Rumores

Um dos principais objetivos da Campanha Não alimente o Rumor! É formar “agentes anti rumores”, cidadãos que, pelo seu percurso pessoal, profissional e social apresentam o interesse e a sensibilidade para adquirir conhecimentos estratégicos no combate a estereótipos, preconceitos e rumores na sua cidade.
Ao formar “agentes anti rumores”, a Campanha Não alimente o Rumor! permitirá formar cidadãos com a capacidade, eles próprios, de dar formação a futuros “agentes anti rumores”, enfatizando a importância da comunicação para a diversidade e para os assuntos relacionados com a temática da migração.
A formação será inicialmente dada por formadores do Conselho da Europa (entidade responsável pelo Projeto Comunicação para a Integração), no sentido de formar “agentes anti rumores” com a capacidade para prestarem formação a cidadãos com potencial para fazer chegar os objetivos, princípios e valores do Projeto Comunicação para a Integração à comunidade, permitindo construir uma rede anti rumores na cidade da Amadora.

Principais Parceiros

O envolvimento de atores socias na Campanha Não alimente o Rumor! é essencial à Comunicação para a Integração e diversidade.
Incutir práticas sociais positivas na comunidade envolve a partilha e disseminação das mesmas junto de parceiros estratégicos, capazes de agir em prol do sucesso da Campanha e, consequentemente, aumentar a eficiência e eficácia do Projeto na sociedade civil.
São parceiros no Projeto:

  • Conselho da Europa;
  • Cidades Europeias envolvidas no Projeto – Barcelona, Bilbao, Botkyrka, Erlangen, Limerick, Loures, Lublin, Nuremberg, Patras e Sabadell;
  • Rede Social da Amadora;
  • Centro de Investigação e Intervenção Social: Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE);
  • MISP – Projeto de Mediação Intercultural em Serviços Públicos;
  • FIBD - Festival Internacional de Banda Desenhada;
  • Media local;
  • Outras entidades, sempre que tal se justifique, atendendo à natureza das ações a desenvolver.