Entre 1950 e 1970, assistiu-se a uma autêntica explosão demográfica na Amadora, que atingiu nos anos 50, a mais elevada taxa de crescimento de toda a região de Lisboa.
Esta situação deriva de vários factores, como a melhoria das infra-estruturas de transporte da região, a electrificação da linha de caminho-de-ferro e os largos contingentes migratórios que afluem à Amadora, atraídos pela criação de novos postos de trabalho nas indústrias e serviços que aí se instalaram.
No entanto, a escassez verificada no mercado da habitação, aliada à especulação imobiliária na capital, conduziram a um crescimento desgovernado nas periferias, em que a Amadora não foi excepção.
Começaram a desenvolver-se bairros clandestinos, que constituíram o sub-mercado ilegal a que a população menos favorecida economicamente tinha acesso.
No início da década de 70, a população residente na Amadora baseava-se sobretudo na imigração proveniente de Lisboa, Alentejo, Beiras, zona centro do país e Cabo Verde (na altura ainda Colónia Portuguesa).