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Cidade da Amadora participa no Plano de Adaptação às Alterações Climáticas

Cidade da Amadora participa no Plano de Adaptação às Alterações Climáticas
O planeta está a mudar e os problemas ambientais estão identificados. É preciso agir, de forma pragmática, concertada e concreta. Com enfoque nesta problemática, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) delineou o Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas (PMAAC), que tem vindo a ser apresentado no seu território.
 
A cidade da Amadora acolheu, hoje, dia 6 de dezembro, nos Recreios da Amadora, um workshop sobre este plano, dirigido aos atores estratégicos municipais, e que abordou os riscos, impactes e vulnerabilidades em torno das alterações climáticas.
 
A sessão de abertura deste encontro contou com a participação de Carla Tavares, Presidente da Câmara Municipal da Amadora, que referiu que "estes planos não têm fronteiras, são transversais a todos os municípios". Defendendo um modelo de governação de responsabilidade partilhada a este nível, a edil prevê que "estas áreas irão ser o grande desafio das políticas públicas e dos municípios nos próximos anos". "Para conseguirmos uma cidade cada vez mais sustentável, as questões ambientais devem ser levadas a sério, e envolver todas as forças da cidade, reunindo parceiros institucionais e a rede empresarial", assumiu a autarca.
Carla Tavares lembrou ainda todo o esforço da autarquia na prossecução da sustentabilidade ambiental, enumerando algumas medidas implementadas no território, como a redução dos consumos energéticos, a aquisição de veículos menos poluentes, o aumento dos espaços verdes e a aposta na mobilidade urbana através dos transportes públicos.
 
Presente também na sessão de abertura, Carlos Humberto de Carvalho, Primeiro Secretário Metropolitano da AML, explicou a importância do plano, definindo os seus objetivos. Segundo este, “é preciso planear para agir, pois só quando construímos é que sentimos”. “Para adaptar o território às alterações climáticas, não basta planear, é necessário envolver as instituições, públicas e privadas, cada um de nós, pode contribuir, e exigir ações concretas por parte dos grandes decisores mundiais”, afiançou.
 
Além da apresentação e enquadramento institucional do PMAAC – AML, este workshop contou com a contextualização e cenarização climática na AML, apresentou a cartografia de riscos deste território e terminou com duas sessões de trabalho setoriais, com a equipa do plano, por forma a reunir  contributos para as medidas e opções de adaptação às alterações climáticas.
 

Sobre o Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa (PMAAC-AML)
O Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa (PMAAC-AML), atualmente em curso, e que decorrerá até julho de 2019, financiado ao abrigo do PO SEUR (eixo prioritário 2 – ‘Promover a Adaptação às Alterações Climáticas e a prevenção e Gestão de Riscos’), tem como principais objetivos conhecer, de forma mais aprofundada, o fenómeno das alterações climáticas a nível local e metropolitano, identificando as opções e medidas necessárias para a adaptação das infraestruturas, dos equipamentos, dos métodos e práticas, das entidades públicas e privadas e das populações aos cenários futuros de alterações e de fenómenos climáticos extremos.
 
A metodologia de concretização deste Plano assenta em três fases-chave de trabalho: estabelecimento do cenário base de adaptação; identificação das principais vulnerabilidades e impactes à escala metropolitana; e definição de opções, medidas e ações de adaptação a implementar na AML. Todo este trabalho técnico-científico será complementado por diversas ações de envolvimento e auscultação de entidades de referência a nível nacional, metropolitano e local.
Neste momento, a primeira fase do PMAAC-AML encontra-se concluída, existindo já um cenário base de adaptação estabilizado a partir de uma contextualização climática dos últimos 40 anos e de uma cenarização de evolução do clima da região até 2100, complementadas com um enquadramento socioeconómico prospetivo, uma avaliação do ambiente institucional realizada sobre a temática da adaptação e uma análise da perceção de risco sobre as alterações climáticas em resultado da auscultação da população e dos técnicos municipais.
 
Estamos certos de que o envolvimento de todos os “atores estratégicos municipais” é decisivo para o enriquecimento e concretização a prazo de uma política de desenvolvimento territorial cada vez mais sustentável para o município da Amadora e para a Área Metropolitana de Lisboa – e na qual a adaptação às alterações climáticas se configura, hoje, como um tema central.
 
Mais informações sobre este plano: www.aml.pt/