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É possível fazer mais e melhor pela promoção e proteção dos direitos das crianças

É possível fazer mais e melhor pela promoção e proteção dos direitos das crianças

É esta a convicção da Presidente da Câmara Municipal da Amadora. Para Carla Tavares, a "proteção das crianças e jovens é obrigação de todos os membros da comunidade", pois "não se pode apontar sempre a responsabilidade às CPCJ, sem as organizações fazerem também o que lhes compete". Convicta de que o título deste Seminário é "o lema com que temos de encarar a nossa missão", Carla Tavares não deixou de salientar o "enorme trabalho que a equipa da CPCJ da Amadora faz todos os dias", salientado o "orgulho pela forma com que ambas as instituições colaboram" diariamente.

O desafio da qualidade no sistema de promoção e proteção - Confiança. Colaboração. Inspiração. Vidas. Este foi o mote do 5.º seminário organizado pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Amadora (CPCJA), com o apoio da Câmara Municipal da Amadora, que decorreu no dia 18 de abril, nos Recreios da Amadora, no qual a noção da necessidade de trabalho em conjunto foi unânime.

Com um leque diversificado de oradores, o enfoque esteve na forma de como se pode fazer mais e melhor pela promoção e proteção dos direitos das crianças e jovens, mesmo apesar de todos os avanços civilizacionais já alcançados e dos casos de sucesso obtidos, a grande maioria deles desconhecidos da população em geral.

Filipa Domingos, Presidente da CPCJ da Amadora, começou por abrir a sessão salientando a colaboração necessária entre todas as organizações da cidade, condição necessária para "resolver os casos das cerca de duas mil crianças acompanhadas pela Comissão, em 2016". No entanto, e apesar de tantos casos complicados e sensíveis, há ainda espaço para desenvolver ideias com vista à prevenção. Foi isso que se pretendeu, quando se "efetuou a audição de três mil crianças, nas escolas do concelho, para a auscultação de ideias de como melhor promover os seus direitos".

Armando Leandro, Presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, optou por destacar o "exemplo da Amadora, como comunidade na construção de um conjunto de pessoas e organizações que trabalham para a proteção das crianças" e que "apesar da urgência de resolução dos problemas, nunca desistiu da prevenção".

Da parte do Governo, a Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, lembrou que "Portugal tem um sistema de promoção e proteção dos direitos das crianças, bastante desenvolvido", sendo as CPCJ "a representação de uma comunidade, cujo objetivo é o de promover e proteger os direitos dessas mesmas crianças".

Nesta data foi ainda lançado o livro que retrata o estudo de caso da CPCJ da Amadora, realizado por Rui Marques, do Fórum para a Governação Integrada.